Um pouco da história de Fernandinho



Quando nasci, minha família estava presa às garras de satanás. Meus pais eram comprometidos com o candomblé. Vivíamos em Aracaju/SE e partimos para São Mateus/ES por uma transferência da Petrobrás. Ali passei pela experiência de entregar a minha vida a Jesus. Vindo pra Campos dos Goytacazes/RJ com todos da minha família já convertidos, meu pai ia às congregações levar à Palavra e eu o acompanhava com o violão, instrumento que o Senhor me ensinou a tocar.
Mais tarde, com menos de 15 anos, fiz parte de um grupo vocal muito bem estruturado. Nele recebi muitas noções musicais e aprendi muitas técnicas. Depois, parti para um grupo onde cantava e tocava bateria, outro instrumento que o Senhor me ensinou. Passava horas na igreja me aperfeiçoando. Eu era fascinado por música! Numa terceira experiência, fui convidado a participar do grupo Hagios, grupo de referência na cidade. Foi um tempo bom, mas meu coração era bem rebelde.
Em 1998, fui com minha esposa e um irmão ao Louvor Profético. Fui com interesse em conhecer Abraão Laboriel, entre outros que estavam na ocasião. Louvor e adoração não era pra mim um estilo favorito porque não os tinha como estilo de vida. Eu era músico, mas não sabia o que era ser um adorador. Nesse encontro Deus começou a me ensinar que a razão do meu viver era adorá-Lo. Na oportunidade em que Daniel Souza ministrou a Palavra fui impactado pelo que foi dito sobre as “conseqüências na vida do músico”. Também quando Asaph falou sobre integridade, Deus foi tratando o meu caráter. Eu fui bombardeado naquele lugar!
No momento em que o Pr. Adhemar de Campos ministrava, o som começou a dar problemas. Por muita curiosidade, interesse e certo conhecimento, eu sabia que não era simples o que acontecia naquela hora. Mas eu pude ver o pastor com a autoridade dada pelo Senhor repreendendo toda artimanha satânica. E aquilo tudo serviu para que eu entendesse que o centro era Deus e que pra Ele era a música que oferecíamos.
Em uma das noites, quando chegamos a reunião, que já havia começado, me deparei com um ambiente jamais visto por mim: olhei para o palco e vi Daniel tocando baixo para o Asaph, atitude que não era comum no meio dos “artistas” evangélicos. Deus me ensinava que adorar é servir; as pessoas estavam ajoelhadas, prostradas, chorando enquanto Asaph, que mal podia ser visto, passeava juntamente com outros ministros por elas abençoando e profetizando. Eles cantavam cânticos espirituais sobre o Rio da Vida e sobre eles eu via como uma nuvem. Foi tremendo!
Durante um tempo, guardei essa experiência por não ter discernido tudo que acontecia ali. Finalmente Asaph, surpreendentemente, passa a poucos metros de mim, ergue suas mãos em minha direção, eu que era mais um na multidão, e diz: “Fluirão rios de águas vivas do seu interior”. Imediatamente levantei minhas mãos e disse no meu coração que não entendia o que era aquilo que via e sentia (o mover de Deus), mas eu pude declarar: Deus, é isso que eu quero pra minha vida!
Depois disso, encontrei Daniel no corredor e pedi que fosse à nossa igreja. A partir do Louvor Profético assumi a liderança do ministério de louvor e adoração e Deus começou a fazer uma obra grandiosa em minha vida e família. Em 1999, Daniel esteve conosco e ministrou sobre o Reino de Deus. Nessa ocasião, eu perdi um empreendimento e Daniel profetizou que a nossa casa passaria a ser uma casa de adoração. Com essas experiências, a nossa igreja passou a buscar o que Deus trazia como aperfeiçoamento na visão de louvor e adoração.

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